Como Dominar os Verbos Irregulares em Inglês Usando Padrões

Go — went — gone. Buy — bought — bought. Cut — cut — cut.

Para muita gente, os verbos irregulares são aquela lista interminável que aparece no final do livro didático e que parece não ter lógica nenhuma. Cada verbo é um caso separado, com suas próprias três formas, sem regra aparente.

E a verdade precisa ser dita logo de início: verbos irregulares exigem memorização. Não existe uma regra lógica mágica para entender por que a grafia muda,  o segredo é aceitar a ortografia como ela é. Mas a boa notícia é que você não precisa decorar uma lista alfabética gigante de 200 verbos um por um. 

Por que os verbos irregulares existem

O inglês atual é o resultado de séculos de evolução linguística com influências do germânico, do latim, do francês normando e de outras línguas. Os verbos irregulares são, em sua maioria, os mais antigos do idioma palavras tão usadas ao longo dos séculos que ficaram “congeladas” em formas que não seguiram as mudanças da língua.

Be, have, do, go, come, take, give, see estes são os verbos mais irregulares do inglês e também os mais usados. Não por acaso: quanto mais uma palavra é utilizada, mais resistente ela fica às mudanças.

Entender isso não os torna mais fáceis de memorizar, mas torna o estudo mais inteligente.

Os três grupos que organizam tudo

A maioria dos verbos irregulares se encaixa em um desses três padrões:

Grupo 1: as três formas são idênticas

O verbo não muda no passado simples nem no particípio. Esse é o grupo mais simples:

  • Cut — cut — cut (cortar)
  • Put — put — put (colocar)
  • Hit — hit — hit (bater/acertar)
  • Let — let — let (deixar/permitir)
  • Set — set — set (ajustar/configurar)

Uma vez que você identifica que um verbo pertence a esse grupo, não há nada para memorizar além do próprio verbo.

Grupo 2: passado e particípio são iguais, mas diferentes do infinitivo

Este é o maior grupo de irregulares e inclui alguns dos mais usados:

  • Buy — bought — bought (comprar)
  • Bring — brought — brought (trazer)
  • Think — thought — thought (pensar)
  • Teach — taught — taught (ensinar)
  • Catch — caught — caught (pegar/capturar)
  • Feel — felt — felt (sentir)
  • Keep — kept — kept (manter)
  • Leave — left — left (sair/deixar)
  • Sleep — slept — slept (dormir)

Percebe o padrão fonético? Buy/bring/think/teach/catch têm sons diferentes no infinitivo, mas o passado e o particípio rimam entre si. Agrupar por som é uma forma de memorização muito mais eficiente do que ordem alfabética.

Grupo 3: as três formas são diferentes

São os mais trabalhosos mas também são poucos:

  • Go — went — gone (ir)
  • Begin — began — begun (começar)
  • Drink — drank — drunk (beber)
  • Sing — sang — sung (cantar)
  • Ring — rang — rung (tocar/ligar)
  • Give — gave — given (dar)
  • Take — took — taken (pegar/levar)
  • See — saw — seen (ver)
  • Write — wrote — written (escrever)

Dentro deste grupo, também há padrões sonoros: begin/drink/sing/ring seguem uma mesma alternância da vogal (i → a → u). Isso é muito mais fácil de fixar do que tentar decorar cada um separadamente.

O erro que todo estudante comete: passado e particípio são diferentes

A confusão mais frequente e que aparece constantemente mesmo em estudantes intermediários é usar o passado simples no lugar do particípio (ou vice-versa) em estruturas que pedem o particípio.

O particípio é usado com verbos auxiliares: have (para o present perfect), be (para a voz passiva) e get (em algumas construções informais).

Erros comuns:

“I have went to Paris.” ✗ → “I have gone to Paris.”
“She has saw the movie.” ✗ → “She has seen the movie.”
“The letter was wrote by him.” ✗ → “The letter was written by him.”

Nesses casos, o passado simples (went, saw, wrote) não pode ser usado porque a estrutura pede o particípio (gone, seen, written).

Quando você vê have/has/had antes do verbo, o particípio é obrigatório. Essa regra resolve a maioria dos erros.

O segredo da memorização: 5 verbos por dia em frases e diálogos 

Tentar aprender os verbos irregulares todos de uma vez é a receita para não aprender nenhum. O método mais eficiente é simples e realista:

Comece pelos grupos. Primeiro, os verbos do Grupo 1 (três formas iguais) são poucos e rápidos. Depois o Grupo 2, por agrupamentos sonoros. Por último, o Grupo 3, também por padrão vogal.

Dentro de cada grupo, aprenda 5 verbos por dia mas aprenda-os em frases, não em listas isoladas:

Em vez de memorizar: write — wrote — written Memorize: “She wrote the email yesterday. The email was written in English.”

A frase fixa o contexto e o uso. A lista solta fica esquecida em dois dias.

Prioridade: os 30 que você mais vai usar

Não é necessário dominar todos os verbos irregulares antes de começar a falar ou escrever bem. Os verbos mais frequentes em inglês cotidiano e profissional representam a maior parte do que você vai encontrar e precisar usar:

Be, have, do, say, go, get, make, know, think, take, come, see, look, want, give, use, find, tell, ask, seem, feel, try, leave, call, keep, let, begin, show, hear, play — esses trinta cobrem uma fatia enorme do inglês falado e escrito.

Começar por eles e depois expandir para os demais é uma progressão muito mais eficiente do que tentar cobrir tudo ao mesmo tempo.

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